Ter uma grande variedade de produtos e conhecer o portfólio dos concorrentes pode ser crucial para a sobrevivência de sua loja virtual. Mas com tantos e-commerces por aí, tal estratégia virou uma espécie de “commodity”, ou seja, você não está fazendo nada além da sua obrigação. Para diferenciar-se neste “oceano vermelho”, é preciso mais. Nessa hora, pensar em competitividade é tudo.

É importante o varejista online fazer o exercício de comparar seu SKU (unidade que designa os diferentes itens de um estoque) com o de seus concorrentes diretos. Se um deles vende um produto que você não vende, é possível que você esteja sob grande desvantagem, pois os consumidores visitam uma infinidade de outros sites e, neles, podem encontrar outros mix de produtos que lhe agradaram mais. Você não quer perder clientes assim, quer? Dê, então, ao seu e-commerce o inventário de produtos necessário para se tornar um one stop shop para seus consumidores.

A loja virtual que conta com os produtos que o consumidor quer, realiza mais conversões. Afinal, comprar em um único e-commerce é muito mais fácil do que passar por vários sites e ainda ter que lidar com os custos de diferentes fretes. Quando um cliente deseja realizar a compra de diversos itens e não encontra tudo que eles precisam em um só lugar, estes tendem a simplesmente a abandonar seu carrinho de compras e procurar em outro lugar para, ao invés de pagar dois fretes, ele paga só um ou, dependendo da quantidade de intens que pretende adquirir, ter este custo inteiramente de graça.

Ou seja: combinar uma boa variedade de produtos com frete grátis (se for vantajoso para seu negócio, obviamente) pode evitar o problema do abandono de carrinhos e aumentar o ticket médio das compras que são feitas em sua loja.
Mas não é só por isso que a comparação de seu inventário com o de seus competidores é importante. Ao fazer este exercício, você pode ter também a grata surpresa de que você é o único de seu mercado que dispõe de certo item, algo que pode ser devidamente explorado. Com esta informação em mãos, você pode aumentar o preço do produto em questão (tanto quanto a demanda permite, é claro) e aumentar seu lucro pois, se sua loja é a única opção, o consumidor não terá outra opção senão realizar a conversão.

O exemplo do iPhone 6

O lançamento do iPhone 6 foi a loucura de sempre: mais de 10 milhões de aparelhos foram vendidos logo na primeira semana após sua chegada às lojas, um recorde, mesmo para um gigante do e-commerce como a Apple. Vemos que a demanda é alta, mas, claro, sabemos também que a oferta é limitada.

No entanto, o aparelho está sendo vendido por um preço que varia entre R$ 2.800 e R$ 3.800, muito embora a Apple disponha de outros produtos mais em conta na iStore. Por quê? Porque a empresa entendeu muito bem o inventário de seus competidores e seus preços e sabe que não há outro produto no mercado tão inovador como o iPhone em termos de experiência com a marca.

A pessoa que compra este tipo de produto, sabe que vai adquirir um dispositivo com um DNA único, que está sempre à frente de seus competidores. Basta ver que, enquanto o Apple já está com seu mais novo top de linha nas lojas, sua principal concorrente, a Samsung, está correndo contra o tempo para não ficar para trás, antecipando o lançamento do Galaxy Note. O que isto significa senão que a fabricante coreana olhou bem o SKU de sua rival e está trabalhando arduamente para não ficar para trás? Em qualquer e-commerce, a história é a mesma.